Afivelem seus cintos e tomem seus chás de cogumelo que o escocês maluco vai falar!
E tentar nos explicar porque Damian Wayne, personagem criado por ele e que se tornou querido a muitos leitores, teve que partir.
Morrison começa a longa entrevista que deu ao IGN esta semana confirmando que sim, a morte de Damian já havia sendo arquitetada há 2 anos e se diz surpreso que a história só tenha sido vazada a poucas semanas do lançamento da fatídica Batman Inc 8. Ele até pretendia que a morte tivesse acontecido antes, mas o fato de ter demorado um pouco maisacabou sendo positivo, pois o personagem se tornou maior e mais forte.
Sobre o impacto que a perda do filho irá causar no Batman e o escritor disse que não embarcará nessa onda de luto, apesar de elogiar muito a edição de março de Batman e Robin e achar bacana que outros escritores o façam. Na visão de Morrison, Batman vive em um universo em que tem que enfrentar muitas vezes a morte, perdas de amigos e entes queridos já há muito tempo e desenvolveu barreiras para não se afetar tanto nessas situações. Disse apenas que o personagem mudará a abordagem que costumava ter da mortalidade.
Sobre o tamanho que Damian tomou dentro de um universo já pré-estabelecido do personagem, coisa rara de se acontecer nos quadrinhos, o escritor que esse foi uma das razões de ter matado o personagem. Damian fazia parte da história que ele queria contar sobre o Batman e ele não queria deixá-lo como “peso”na mão dos próximos escritores que teriam que se virar para dar um rumo para ele. A trajetória de Damian era intrínseca demais ao arco que Morrison está escrevendo para isso acontecer.
Questionado sobre uma possível volta-dos-mortos, afinal Damian é um al Ghul, o escocês diz que apesar de estar prevista uma visitinha ao poço de Lazarus nas próximas edições, Damian continuará morto.Claro, ele fez aquela velha ressalva de “ninguém sabe o dia de amanhã” (que pode ser entendida por: “quem sabe que merda a DC vai fazer”), mas que a princípio sua morte é mesmo definitiva.
Morrison finaliza dizendo que gostaria que se lembrassem do personagem como “O tipo de Robin que o século 21 precisa, um pequeno-ninja que podia fazer qualquer coisa e tinha um problema em respeitar qualquer autoridade, mas estava sempre tentando fazer a coisa certa” .
Com essa entrevista ficou ainda mais claro, que Morrison faz o que quer dentro da DC, e este é o preço que a editora paga para dispor do talento dele. Morrison quer contar história dele, mesmo que não no ritmo que ele gostaria, passando por cima de reboot, outros escritores e decisões comerciais suicidas para fazê-lo e nos entregar um final “como o encerramento de uma grande ópera”.
Bom, estaremos na primeira fila aguardando.




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