BIOS: Sergio Aragonés

Esses dias citei o desenhista Sergio Aragonés em um post, muito porque esses dias em um sebo acabei garimpando um monte de edições antigas de Groo em pilhas de quadrinhos, todos misturados e meios amassado. Achei inclusive as primeira edições as quais o simpático atendente quis cobrar 25 pratas cada uma, me fazendo largar toda as revistas que eu já havia separado e colocado em ordem numérica  para comprar.

O puto devia ter me dado de graça, perdi quase toda hora de almoço organizando o lugar…

Mas enfim, voltando ao Aragonés, na noite de ontem o CBR acabou publicando uma reportagem sobre o painel que o artista participou na Alternative Press Expo em San Francisco, California revisitando sua vida e carreira e decidi usar esse artigo na nosso Arquivo Confidencial hipster, a coluna BIOS.

Nesse evento Aragonés contou como começou a desenhar profissionalmente por acaso, ainda no México em 1954, quando um dos editores do jornal do colégio no qual ele colaborava vendeu um de seus trabalhos para outra publicação sem que ele soubesse e a sua ida para Nova York em 1962 quando começou a fazer cartuns para revista MAD, colaboração que dura até hoje.

Em uma passagem de 2 anos pela Europa, Aragonés procurou conhecer o maior número de artistas que pode em busca de refinar suas técnicas e trocar experiências com eles. Acabou descobrindo que a grande maioria dos desenhistas de lá tinham os direitos sobre os personagens que criavam e ao retornar aos EUA buscou o mesmo tipo de controle criativo e em  uma dessas tentativas saiu seu personagem mais famoso, Groo, O Errante publicado por diversas editoras desde a década de 70, tendo especiais e mini-série lançados  hoje pela pela Dark Horse, que deve publicar o aguardado (e atrasado devido à problemas se saúde de Aragonés) crossover Groo vs Conan em 2013.

Ele também deu algumas dicas aos artistas iniciantes:

“Nunca trabalhem de graça, eu sei que vocês amam o quê fazem e estão muito gratos por terem oportunidade de mostrarem seus trabalhos, mas você não vai a um médico ou arquiteto e espera que eles trabalhem de graça. Se você me respeita você tem que pagar pelo meu trabalho, mesmo que eu ame faze-lo. A realidade é que a gasolina está 5 pratas o galão e nós temos que viver

E quando perguntado se ja considerou ensinar outros artistas ele tascou:

Meu problema em ensinar é que eu nunca aprendi, meu estilo é totalmente insano — Eu posso corrigir alguém e dizer qual direção tomar, mas ensinar eu não posso. Eu recomendo ler literatura. Aprender como escrever, e se você for bom nisso, faça algumas aulas de desenho. Eu ensinar? Não saberia como, não entendo como isso funciona.

Umas das minhas primeiras leituras da infância foram as revistas MAD que meu pai comprava para ele de vez em quando  (Eu sei, isso explica muita coisas…) e já naquela época a arte do Aragonés já me chamava a atenção, principalmente as tirinhas que ficavam espalhadas nas bases das páginas por toda a revista. Quando topei com a revista do Groo dele com o Mark Evanier publicada aqui no Brasil na década de 90 aí que virei macaca de auditório do cara.

Mesmo com o estilo cartunesco ( e insano como o próprio diz), quantos artistas vocês conhecem que conseguem fazer uma cena com essa riqueza de detalhes?

Ou essa?

Foda! Pena o puto do  atendente do sebo também compartilhar da minha opinião.

Uma resposta em “BIOS: Sergio Aragonés

  1. Pingback: Leitura de Trem: Groo VS. Conan | Uatafókin is This!!!

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