Ô Da Poltrona: Flash – A Primeira Temporada

Azedo que sou encarei com muita desconfiança as primeiras informações sobre essa nova série de tevê do Velocista Escarlate, pois parecia que tinha tudo para dar errado:

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Ele seria introduzido em Arrow (que até então ainda era uma série mais calcada na realidade), por um ator desconhecido vindo de Glee, o episódio piloto foi vazado antes da hora e ainda por cima quando estava prestes a estrear oficialmente a DC/ Warner anuncia um filme com o personagem, com outro ator e cagando para o seriado.

Parecia não ter como dar certo.

Mas deu!

E os primeiros indícios que a coisa poderiam funcionar foram dados em plena segunda temporada de Arrow,  que foi quando série se assumiu para valer como uma seriado de super-heróis e passou adotar o fantástico e o climão de gibi. E aí que que somos apresentados a  Barry Allen então ainda apenas um  policial forense fascinado pela figura do Arqueiro. Ali já dava para perceber que  a série solo do Flash queimaria as etapas enfrentadas pela sua predecessora e começaria do ponto em que Arrow tinha acertado o tom.

Falando nisso, desse ponto em diante, convém avisar:

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O piloto foi bem morno e sua recepção também, mas os episódios seguintes mostraram que os produtores conseguiriam superar o desafio de conseguir equilibrar superpoderes e esse clima mais leve sem descambar para a galhofa completa. O bom desenvolvimento de personagens, as boas atuações (desculpa Grant Gustin pela zoeira), e a química entre o elenco ajudaram para que que conceitos como vilões super-poderosos, viagens no tempo, realidades paralelas,  macacos gigantes falante e por aí vai, fizessem sentido dentro do universo da série. O mistério plantado desde o início sobre quem é na verdade o professor Harrison Wells funcionou bem como trama condutora de toda a temporada e apesar da resolução óbvia não deixou de ser de certo modo surpreendente pela maneira que foi resolvido.

THE FLASH

Me incomodou um pouco o exagero em explorar o draminha adolescente envolvendo Barry e Iris na primeira metade da temporada, mas no fim das contas ele acabou funcionando bem em favor da história, principalmente nos episódios finais. Aliás, se “Flash” já vinha bem foi sua reta final, em particular os dois últimos episódios, que a colocou num patamar acima das outras séries baseadas em quadrinhos*até então.

O penúltimo episódio “Rogue Air” consegue a proeza de colocar uma cacetada de super-vilões ao mesmo tempo na tela, contar com mais um crossover com Arrow, trazer de volta o Nuclear e finalmente conseguirem prender o antagonista principal em pouco menos de uma hora com muita competência e  sem tudo parecer muito corrido*.

E em “Fast Enough” que encerra a temporada, além a enxurrada de referência aos quadrinhos e um final que abre as portas para termos um desenvolvimento do conceito de multiverso  DC na tevê, ainda temos um episódio com uma carga emocional enorme, mas que não destoa do clima que a série vinha até então. Foi um primor encerramento de temporada.

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Se você é leitor de quadrinhos daqueles “de raiz” sabe como são raros aqueles  títulos mensais que mantém a regularidade sem deixar a peteca cair e servindo, no mínimo, como uma excelente diversão. Flash é exatamente isso só que na tevê e, convenhamos, isso não é pouca coisa.

Portanto de você ainda  não deu uma chance para série corra*** para recuperar o tempo perdido.

 

*Sim, tem a série do Demolidor é muito boa, mas a proposta dela é completamente diferente. O formato de arco fechado e poucos episódios fazem ela ser muito mais bem produzida e talvez seja mesmo um produto final melhor. Mas Flash consegue emular a mídia quadrinhos de um jeito que ela não chega nem perto.

**trocadilho não intencional

*** já esse foi bem intencional

 

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